MELHORES DO ANO 2017: TOP 30 MÚSICAS DO OCIDENTE (PARTE 3; 10~01)

O momento chegou, a relevação das 10 melhores músicas ocidentais está apenas a um clique de distância!!! Prontos pra contemplar um Top 3 extremamente divisor de opiniões? Então aperta aí em “Continuar Lendo” e entre em contato com o melhor do melhor de 2017!!!

10º LUGAR

POPPY – INTERWEB

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Eu definitivamente não tava esperando muita coisa da carreira musical de Poppy. Quer dizer, ela tem umas músicas bem divertidas e bacaninhas como ‘Lowlife‘ e ‘Everybody Wants To Be Poppy‘. Mas ela ter algo legitimamente bom como ‘Interweb’? Por essa eu não tava esperando.

Ela tem uma vibe que até me lembra ‘Swish Swish’ da Katy Perry com esse clima 80’s noturno, mas dessa vez lapidada pra ser bem mais atmosférica e interessante. E não tem nem muita explicação pra falar o que destaca ‘Interweb’: é simplesmente o fato dela conseguir ser muito deliciosa. Fala sério, a bridge disso aqui não é a melhor coisa?

Isso só mostra o potencial de Poppy em ser uma artista que traz músicas realmente boas e ficar naquela de usar música só pra fazer um “universo expandido” das bizarrices que são os vídeos dela.

9º LUGAR

DARK SARAH – TRESPASSER (FEAT. JP LEPPÄLUOTO)

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Mas é claro que Dark Sarah não ia parar de se destacar depois do ótimo “The Puzzle” ano passado que rendeu a ela a aclamadíssima (PFFFFF) posição de música do ano de 2016 aqui no MAIMYU.

Como essa incrível sonoridade Metal meets Musicais e Filmes Épicos, que eles chamam de Metal Cinemático, trazida por Dark Sarah ainda tá totalmente fresh, é difícil não se encantar por qualquer coisa que eles lancem remetendo a isso.

‘Trespasser’ carrega tudo o de melhor que Dark Sarah trouxe no ano passado, uma força que surge com a apaixonada performance vocal de Heidi Parviainen beirando o que a gente ouviria em óperas junto do barítono poderoso de JP Leppaluoto. Esses vocais guiados por um instrumental desértico cheia de um drama potencializado com os elementos de Metal não poderiam resultar em coisa melhor.

Ainda falta aquele tchan a mais que algumas músicas passadas de Dark Sarah tem, mas ‘Trespasser’ não deixa de ser um destaque na discografia da banda.

8º LUGAR

LORDE – GREEN LIGHT

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Quatro anos, quatro fucking anos pra uma promessa no cenário pop finalmente continuar sua trajetória depois do ótimo Pure Heroine. Valeu a pena? Valeu. Principalmente pra a própria dona Lorde que foi a cantora Pop mais aclamada do ano, e se brincar a cantora Pop mais aclamada a anos. E coisas como Green Light justificam como algo assim chegou a acontecer.

Embora seja uma das músicas menos diferentonas do ‘Melodrama’, ‘Green Light’ ainda carrega uma estranhesa na forma que segue, caracterizada desde o canto grave de Lorde até a estrutura da música com versos que demoram demais pra engrenar. Esse tipo de coisa parece ser motivo de turndown, mas de alguma maneira acabou dando muito certo. Essa demora ajuda a fazer ‘Green Light’ impactar mais com a diferença discrepante entre o começo balada likely até o explosivo final da música. Já quanto aos graves? Eu não faço ideia de como fizeram eles combinarem bem com esse instrumental mais animado, mas conseguiram.

Eu só sei que no fim das contas o que ‘Green Light’ consegue ser uma música de balada mesmo com tantos elementos contraditórios à proposta da música, e das boas. Fala sério, não da uma vontade fudida de dançar exatamente como Lorde tá dançando aí no clipe quando a música vai chegando no final?

Definitivamente a melhor música da carreira de Lorde. E eu espero que isso seja sinal do nascimento de uma real pérola no cenário Pop, por que é exatamente isso que parece.

7º LUGAR

LINDSEY STIRLING – YOU’RE A MEAN ONE, MR. GRINCH (FEAT. SABRINA CARPENTER)

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Já não deve ser segredo meu amor por Lindsey. Mas não achem que a posição dela no meu coração é puro biasismo, nesses 5 anos em que acompanho a carreira dela eu sempre sou surpreendido por algo, e esse ano não foi diferente. Além de ter quebrado minha cara depois de ver ela chegando em 2º lugar no “Dancing With The Stars” quando achei que não chegaria longe, ela ainda trouxe um álbum de natal consistente e muito bacana quando eu tava esperando absolutamente nada dele.

E o destaque dessa surpresa definitivamente é a releitura de ‘You’re A Mean One, Mr. Grinch‘, uma música de objetivo simples mas completamente eficaz: exaltar o sentimento de alegria e de animação. Ela tem uma energia muito forte que é capaz de acabar com a inércia de qualquer um quase que instantaneamente. Realmente é daquelas músicas pra reunir a galera num sentimento só, num momento de felicidade e união, o momento mais warm que a gente pode conseguir durante uma festa como o Natal. Não é difícil imaginar uma boa família se juntando pra dançar ao som disso daqui. Um acerto e tanto na intenção de fazer uma músicas natalinas por parte de Stirling.

6º LUGAR

SUFJAN STEVENS, BRYCE DESSNER, NICO MUHLY, JAMES MCALISTER – SATURN

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Um dos lançamentos mais interessantes do ano foi esse megazord de músicos que se uniram com a intenção de criar um álbum que remeta ao universo, com cada música sendo a respeito de um elemento da Via Láctea. E embora o álbum tenha sido longo demais e repetitivo demais, uma música se destacou por entregar exatamente o que se tinha a intenção de entregar da melhor maneira possível.

‘Saturn’ é de fato uma viagem intergalática, não tem como não se sentir vazando da Terra e contemplando o espaço enquanto se ouve isso daqui de tão atmosférica e imersiva que chega a ser com todos esses elementos que soam como uma orquestra de botões sendo apertados pelo Alpha 5.

O único problema da música é, em contrapartida com o resto do álbum, que ela é curta demais. Eu poderia ficar 7 minutos inteiros ouvindo essa maravilha aqui que eu só iria amar ela ainda mais.

5º LUGAR

WILLOW – BOY

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Eu já era 100% nem aí pra Willow Smith lá na época de ‘Whip My Hair’, então imagine só o quanto eu estava me importando com ela quando a bichinha partiu pra essa carreira indie. Mas por indicação dos migos Dougie e Dallas que me avisaram que o novo álbum da Willow, ‘The 1st’, estava sendo bem falado, a curiosidade me tomou conta e decidi dar uma chance pra a garotinha aí do lado. E caralho, como eu não me arrependo de ter feito isso.

A primeira faixa do álbum é logo um tapa na cara: ‘Boy’. Ela apresenta maravilhosamente o lindo vocal grave de Willow que é um prazer gigantesco de ouvir nessa música, ainda mais quando ela é guiada no seu instrumental dominada apenas por instrumentos de corda e arco. É uma sacada extremamente simples, mas é apenas dessa simplicidade que Willow precisa, o que deixa até a impressão de que estamos ouvindo uma apresentação ao vivo de tão claro e cru é cada elemento de ‘Boy’.

Isso tudo ganha vida graças à fenomenal performance tanto de Willow quanto dos responsáveis pelo instrumental que foram capazes de colocar o ouvinte em um estado de total atenção, nos permitindo absorver a incrível beleza de cada detalhe colocado nesses poucos elementos.

Definitivamente vou colocar meu olho na Willow de agora em diante. E se vocês curtiram ‘Boy’, recomendo muito que ouçam o ‘The 1st’, o álbum não foge muito dessa vibe daí não.

4º LUGAR

PARAMORE – HARD TIMES

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Desde 2013 Paramore tava mostrando uma intenção em sair daquela sonoridade Rock/Punk que a gente conhece muito bem de Misery Business, o que levou a uma certa resistência da fanbase que não queria deixar o moicano de lado. Mas a banda finalmente deu o último foda-se pra isso e fez a mudança logo de uma vez, o que deu num dos maiores acertos da carreira de Paramore: ‘Hard Times’.

A música é definitivamente o que você não esperaria da banda na época do ‘Riot!’, ela soa super felizinha com todos esses elementos 80’s e chega até a ter um approach muito mais Pop do que antes era se tinha com Paramore.

Mas em contrapartida aqui tem um grande baque que é a letra de ‘Hard Times’ que não tem nada de alegrinha ou feliz. Muito pelo contrário, é pessimista até onde pode. Mas esse tema sendo exposto por cima duma vibe feliz dá todo um ar de naturalidade a forma como o tema e tratado, sabe? É menos como se Hailey estivesse chorando por passar por tempos difíceis e mais como se ela estivesse tratando eles com naturalidade, como coisas que simplesmente fazem parte da vida e que, por mais ruins que sejam, da pra passar por eles da mesma forma que passamos tempos felizes.

E o melhor de tudo: a música é uma maravilha divertidíssima. Definitivamente é uma das melhores músicas do Paramore até hoje, só consigo imaginar ela perdendo pra Misery Business e, talvez, pra Decode.

3º LUGAR

SUSANNE SUNDFØR – MOUNTAINEERS (FEAT. JOHN GRANT)

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E aqui começa o Top 3. Quando eu falei que achei que ia ser divisor de opiniões não é por pouco, to aqui imaginando a cara de cu de vocês quando deram play nessa música. Mas não parem, ouçam até o final.

O grande triunfo de ‘Mountaineers’ não é ser uma música que você vai ouvir do começo e já entender o que tá acontecendo, mas sim a progressão dela. Ela é lenta, demora pra chegar no ponto principal, mas quando chega, nossa, é surreal.

Chegaram pela metade da música? Se sim, já devem estar percebendo o que eu digo. Nesse momento ‘Mountaineers’ começa a ter uma crescente inesperada até que chega na sua Outro que é incrível, fenomenal e de outro mundo. Ela tem toda uma beleza guiada pelo vocal angelical de Susanne junto dos acordes maiores de órgão/sintetizador e dos backing vocals que é simplesmente fenomenal. Dá um sentimento de que acabei de chegar no paraíso e que estou sendo recebido por anjos.

Ouvir ‘Mountaineers’ por inteiro é definitivamente uma experiência. Ela te pega de um momento mais tenebroso, a primeira metade da música, que é expresso não só pelo instrumental quase morto, mas também pelo vocal extremamente grave de John Grant que canta sobre a feiura da modernidade, e te eleva pra o local mais lindo que você pode alcançar com o cantar sobre esperança, resistência e sobre a beleza que ainda há na Terra.

A presença desse início, que pode parecer desnecessária, da um impacto muito maior ao produto final da música e deixa a mensagem de ‘Mountaineers’ clara: por mais terrível que uma situação pareça estar, sempre há esperança, e ela reside no poder de reação de cada um de nós. É um verdadeiro grito de guerra para a busca por momentos melhores.

2º LUGAR

TAYLOR SWIFT – LOOK WHAT YOU MADE ME DO

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EU AVISEI QUE IA ESTAR  C O N T R O V E R S O  O TOP 3. LARGUEM ESSAS PEDRAS!!!

Embora eu possa entender o por que das pessoas não gostarem tanto disso aqui, eu não posso esconder o quanto eu amei ‘Look What You Made Me Do’. Ela é um total marco na carreira de Taylor Swift, diferente não só de tudo o que a ex-countryzeira fez, mas de tudo o que eu ouvi nessa década dentro do cenário mainstream.

A produção disso daqui é impecável, consegue entregar esse sentimento sombrio numa roupagem pop que chega a soar até mesmo experimental comparado a outros nomes do gênero. O instrumental soa muito cru e é levemente complementado no decorrer da faixa com uns acréscimos aqui e acolá pra dar um gostinho a mais a tudo, mas em nenhum momento ele parece ser todo recheado, e eu não mudaria isso de forma alguma por ter funcionou perfeitamente bem no contexto de ‘Look What You Made Me Do’, entregando uma atmosfera sombria muito mais densa, o que tornou a música muito mais dramática do que seria sem isso.

O negoço é que ‘Look What You Made Me Do’ não foi feita pra ser uma música Pop com refrão explosivo pra arrastar a bunda no chão da balada, mas sim como o transmissor de um sentimento que a Taylor tava querendo botar pra fora.

Debates éticos de lado, mas depois de todo o backlash que ela recebeu ano passado logicamente Taylor ia se sentir emocionalmente afetada de alguma forma, uma reação natural e humana, e a música foi a melhor forma que ela conseguiu transcrever a revolta que sentiu.

Isso fica claro em ‘Look What You Made Me Do’, onde ela fala sobre a mídia, sobre nós que a consumimos e sobre a forma como a tratamos, não sobre Kanye West, Kim Kardashian ou Katy Perry como muitos pensam. Quando o refrão chega e os repetidos dizeres “Look What You Made Me Do” ficam totalmente ressaltados, pra quem vocês acham que Taylor tá falando isso? Pra Katy Perry? Não caralho, é pra VOCÊ. Você, eu, e toda a mídia fizemos Taylor escrever essa música. E ela quer que nós prestemos muita atenção no que ela está falando, e não no instrumental do refrão, pra deixar esse ponto claro. Isso torna a escassez de um instrumental rico no refrão muito inteligente.

Todo o sentimento obscuro e de ira foram completamente expostos perfeitamente nessa música, é como se Taylor tivesse acabado de sair da cova dela prestes a explodir. E nem o ridículo “The old Taylor can’t come to the phone right now” vai conseguir tirar essa puta realização de Swift. Definitivamente o ponto alto da carreira dela e eu tenho certeza que ela nunca vai conseguir fazer algo tão bom quanto isso aqui de novo.

 

1º LUGAR

KESHA – PRAYING

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Esse aqui eu acho que vai ser uma posição mais compreendida entre o Top 3.

‘Praying’ marcou volta de Kesha depois da sua denuncia contra Dr. Luke, seu produtor, por abuso sexual, físico e psicológico, que resultou no que normalmente resulta em processos como esses: impunimento e injustiça.

Mas mesmo depois desse momento obscuro e triste, Kesha realmente voltou. Ela conseguiu se por de pé pra ser não só uma artista melhor, mas uma pessoa muito mais forte, o que é expresso em ‘Praying’ por toda a sua completude.

O que pode desanimar algumas pessoas em ouvir essa música é o início monótono e sem força. Mas, bem como ‘Mountaineers’, a música de Kesha é uma experiência que precisa ser admirada pela sua completude. Nesse caso não é uma experiência de duas partes similar à música de Susanne Sundfør, mas sim de início, meio e fim. Ela instaura um efeito ao se acompanhar a música do primeiro segundo ao ultimo.

‘Praying’ passa pelos momentos tortuosos de Kesha, de desesperança, solidão, dor: depressão. Mas não retratando a dor, e sim o momento em que ela está perto a acabar, o que é expresso pela letra que mostra a realização de Kesha de que ela é mais do que acredita ser, do que foi levada a acreditar que era. E a partir daí o crescimento da força de Kesha se torna exponencial.

A forma como ela coloca isso tanto liricamente quanto sonicamente é absurdamente belo. Tanto o instrumental quanto os vocais ganham uma força de tirar o fôlego no decorrer da música. E quando ela chega no ápice com o Whistle de Kesha? Paralisante e indescritível. É uma performance vocal realmente de outro mundo a que Kesha entrega aqui.

A verdade é que por traz do andamento lento de ‘Praying’, há preciosidade que pode ser apreciada quando você coloca a música inteira sobre perspectiva. O início não passa mais a ser simplesmente um momento de monotonia, mas sim uma parte crucial de toda a experiência que é ouvir a música. Ele precisa ser sentido da mesma forma que o final é pra que a música como um todo demonstre a força descomunal que tem.

O produto final disso aqui resultou numa das músicas mais lindas, impactantes e sentimentais que eu ouvi em um bom tempo. E por isso ela ganha o título não só como música Ocidental do ano, mas como música do ano. Definitivamente é o melhor de Kesha até hoje, e dessa vez eu não duvido que ela possa fazer coisas tão boas quanto essa no futuro. Dito isso, estou esperando ansiosamente pelo o que Kesha vai trazer aí no futuro.


E é esse aí o fim do meu Top 30 músicas do Ocidente. Gostaram dele? Discordam de algo? Numa escala de 1 a 10 o quanto vocês me odeiam por ter colocado Taylor Swift em 2º lugar? Sintam-se a vontade pra falar isso tudinho nos comentários aí de baixo.

Só saibam que eu amei muito esse Top 30 e que estou orgulhosissímo dele.

E AMANHÃ CONTINUA!!! Agora com o início do Top 30 da Ásia (não da Ásia meaning da Ásia, mas da Ásia meaning Japão e Coreia, you know?). Então apareçam por aqui amanhã também ok? Beijinhos e até lá.

PRIMEIRA PARTE COREIA/JAPÃO

 

TOP 30 OCIDENTAL: PRIMEIRA PARTE, SEGUNDA PARTE

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6 comentários em “MELHORES DO ANO 2017: TOP 30 MÚSICAS DO OCIDENTE (PARTE 3; 10~01)

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